- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
(...)
- Cativar quer dizer o quê?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer criar laços...
- Criar laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê; por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti...
(...)
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
- Por favor, cativa-me! - acabou finalmente por pedir.
E o principezinho cativou a raposa. Mas quando se aproximou a hora da despedida...
Ai! - suspirou a raposa. - Ai que me vou pôr a chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não te desejava mal nenhum, mas tu pediste para eu te cativar.
- Pois pedi - disse a raposa.
- Mas agora vais pôr-te a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou.
- Então não ganhaste nada com isso
- Ganhei, sim, senhor!
O principezinho, Saint-Exupéry.
(Felizmente, a despedida não chegou.)









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what's more romantic then dying in the moonlight?
falta o tê
aw
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my imaginary friend says that you have mental problems, is that true? O.o
Beijo,
Ana.
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